“Contar sempre um com o outro”

“Contar sempre um com o outro”

Esta semana, o Ajax está no Brasil para se preparar de forma ideal para o começo da segunda fase da temporada de futebol na Holanda. Precisamente, uma semana antes do duelo pela taça holandesa contra o AZ, o técnico Frank de Boer vê seu time atingir o nível desejado. Uma grande vitória é o retorno de alguns jogadores que estavam contundidos. Ademais, De Boer está se esforçando para conseguir maior entrosamento da equipe e aparando as arestas onde possa ter alguma falha. Tudo junto, tem que conduzir finalmente à prorrogação do título de campeão holandês.

Quando possível, Frank de Boer (41) nas poucas horas de folga coloca pra tocar o CD de Michel Teló. Na chegada ao hotel, o técnico do Ajax encontrou um presentinho em cima da cama dele. “Eu fiquei conhecendo a música ‘Ai Se Eu TE Pego’ através dos meus filhos. Eles tocam também na Holanda. Durante a campanha de treinamentos geralmente toco o CD. E ontem, durante a “clínica” de futebol da Mongeral AEGON os participantes também comentavam a música. Agora, virou um tipo de trilha sonora da campanha de treinamento.”

Na maior cidade da América do Latina, De Boer não tem nada a reclamar, segundo declaração própria. “Os treinamentos estão indo muito bem até agora. As instalações e o hotel são muito bons. Estamos podendo curtir bastante, isso é o importante. Isso é o mais importante. E um pouco de chuva não atrapalha em nada. Pelo contrário: acho exatamente uma delícia treinar em um clima como esse. E isso com uma temperatura de aproximadamente 25 graus. Em condições climáticas como essa, podemos agigantar certos pontos nos treinamentos. Assim, tudo está direcionado ao aperfeiçoamento da condição física, de modo que todos estejam na partida na melhor disposição física possível. Felizmente, muitos jovens se recuperaram das contusões, entre eles estão Siem de Jong e Toby Alderweireld. Nomeadamente, Siem dá uma boa impressão. Tá tudo de bom.”

<i>Isso não se pode treinar. É uma questão de mentalidade.</i>
Isso não se pode treinar. É uma questão de mentalidade.

De Boer, que fez uma limpeza no Ajax no ano novo, ainda sofre com algumas ausências. Com excessão de Kolbeinn Sigthórsson e Nicolai Boilesen, o técnico do Ajax conta com uma equipe completamente em forma. “Durante a primeira fase da temporada nos vimos obrigados a convocar jogadores muito jovens para o banco de reservas. Não quero tirar os jovens do time A1 do juvenil do Ajax, mas é triste ser forçado a convocar esses garotos. Por isso, fico contente de ver quase todos os jogadores em forma. Desta maneira, os mais jovens podem ser convocados de forma mais natural.”

Com essas palavras no occipício, é interessante ver como os mais jovens como Davy Klaassen, Ouasim Bouy e Ruben Ligeon se manifestam em meio à equipe no decorrer desta semana. Corroborados por Ricardo van Rhijn, Lorenzo Ebecílio e Jeroen Verhoven foram exatamente os novatos que, no Centro de Treinamentos do Palmeiras, deram uma “clínica” de futebol aos parceiros do principal patrocinador do Ajax. Foi uma escolha consciente? De Boer: “Não, na verdade não. Na noite anterior, depois do jantar, simplesmente lancei a pergunta. Disse que poderíamos fazer um tipo de “amigo oculto”, mas que qualquer um podia se manifestar como voluntário. Esses jogadores levantaram imediatamente o braço. É lindo ver isso. Demostra que são jogadores profissionais. Aprendem o que é trabalhar em equipe e a maneira que devem atuar também para avaçar na sua evolução pessoal. É isso que me dá prazer.”

Os veteranos também desepenham um papel na evolução dos mais jovens. É algo de que De Boer está bastante consciente. “Acho que jovens como Theo Janssen e André Ooijer devem dar moral aos outros. Principalmente, para os mais jovens. Exatamente, destes jogadores mais velhos, espero que estejam ocupados com isso. Têm que ser uma conexão entre a equipe técnica e os mais jovens. Estão conscientes disto – e na verdade este processo acontece automaticamente.” A transferência de mais velhos a mais jovens deve acontecer primeiramente no campo, opina De Boer. Para a divisão em grupos nos quartos, durante a campanha de treinamentos, vigoram outras regras. “Às vezes tenta-se juntar um jogador experiente a outro com menos experiência, mas considero importante também que um jogador possa dividir o quarto com o camarada dele. A gente está uma semana fora de casa, é imporante então que a pessoa sinta prazer.”

Durante a campanha de treinamentos, De Boer se esforça para relevar os pontos fracos. Durante a primeira fase da temporada houve uma oscilação muito grande entre bons e maus desempenhos nos jogos. Se o Ajax pretende prolongar o título de campeão, não pode se permitir a cometer novamente falhas durante a segunda fase. “Isso não se pode treinar. É uma questão de mentalidade. Como jogador, tem-se que estar consciente de que o desempenho deve ser contínuo. Isso se reforça através de conversas, mas também nas reuniões individuais no campo e em conjunto.” Principalmente as reuniões em equipe desempenham esta semana um papel proeminente. “Geralmente são discussões interessantes. Fala-se de tudo um pouco, por exemplo, que se pode contar um com o outro. Na verdade, são esses os valores e as normas. Afinal, a correção é feita entre eles durante as partidas. Tem que vir dos próprios jogadores.”

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Texto: Ajax.nl/Daan Germans
Fotos: Pro Shots